
A Exposição Mini Challenge reuniu uma série de trabalhos, meus e do artista Luís Espinheira, que têm em comum explorar, mais ou menos directamente, o território da pintura.
O espaço da exposição surgiu da oportunidade pontual, para ocupar temporariamente uma loja, ainda vazia na altura, do Centro Comercial Miguel Bombarda (a famosa "rua das galerias de arte" do Porto).
A cerveja é o mais banal e acessível dos néctares da vida boémia, também no universo das artes esta bebida consegue, muitas vezes, mais protagonismo do que muitas obras de arte. Falo aqui, principalmente, sobre um circuito de espaços expositivos de funcionamento nocturno que acabavam por chamar menos pelas exposições, do que pelo belo pretexto de beber uma cerveja. Mesmo assim, tudo isto acabava por ter aspectos extremamente positivos, as pessoas juntavam-se, desinibiam-se, e falavam muito de arte.
Mini-Challenge tenta, de modo irónico, inverter esta situação. Aqui, o principal pretexto do evento é uma festa da cerveja que confronta as duas principais marcas de cerveja do país, Sagres e Super Bock, como suplemento estão expostas algumas obras de arte.
O cartaz da exposição parte de uma fotomontagem, a partir de uma reprodução da peça de Jasper Johns "Ballantine Beers", que protagonizou em 1960 um interessante episódio entre arte e cerveja. Johns, elabora esta peça reagindo às palavras depreciativas de William de Kooning, quando este disse que o galerista Leo Castelli venderia qualquer coisa como arte, até latas de cerveja.
O espaço da exposição surgiu da oportunidade pontual, para ocupar temporariamente uma loja, ainda vazia na altura, do Centro Comercial Miguel Bombarda (a famosa "rua das galerias de arte" do Porto).
A cerveja é o mais banal e acessível dos néctares da vida boémia, também no universo das artes esta bebida consegue, muitas vezes, mais protagonismo do que muitas obras de arte. Falo aqui, principalmente, sobre um circuito de espaços expositivos de funcionamento nocturno que acabavam por chamar menos pelas exposições, do que pelo belo pretexto de beber uma cerveja. Mesmo assim, tudo isto acabava por ter aspectos extremamente positivos, as pessoas juntavam-se, desinibiam-se, e falavam muito de arte.
Mini-Challenge tenta, de modo irónico, inverter esta situação. Aqui, o principal pretexto do evento é uma festa da cerveja que confronta as duas principais marcas de cerveja do país, Sagres e Super Bock, como suplemento estão expostas algumas obras de arte.
O cartaz da exposição parte de uma fotomontagem, a partir de uma reprodução da peça de Jasper Johns "Ballantine Beers", que protagonizou em 1960 um interessante episódio entre arte e cerveja. Johns, elabora esta peça reagindo às palavras depreciativas de William de Kooning, quando este disse que o galerista Leo Castelli venderia qualquer coisa como arte, até latas de cerveja.
————————————————————————————

Vista geral da exposição com a peça "Mini Chalenge" (uma colaboração com Luís Espinheira) em posição central do chão da sala. Esta peça consistia em duas metades de um bidão cheias com garrafas de cerveja "mini"; num dos lados Sagres e no outro Super Bock.




