No Land (Stria, 1967), 2007; acrílico sobre tela; 75x188cm

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É com um comum jogo de palavras, e algum humor, que o título desta obra propõe aprofundar uma reflexão sobre a pintura e a sua presente condição. De modo contraditório, No land sugere-nos simultaneamente, uma ausência de território e o apelido de um famoso pintor norte-americano, que esteve precisamente ligado a uma vigorosa afirmação do território da pintura na segunda metade do século XX: Keneth Noland.
Tal como o título, tecnicamente No land assume um carácter híbrido pois, se por um lado rejeita a mais importante especificidade da pintura ausentando a superfície plana da tela (flatness), por outro faz aparecer um quadro de Noland (Stria, 1967) nas grades de madeira onde supostamente a tela estaria esticada.